Top 10 Dream Theater’s albums

Dream theater: “A” banda de progressive metal

Dream Theater
Da esq. para dir. Jordan Rudess, John Myung, James Labrie, John Petrucci e Mike Mangini

Palavras chave para descrever a banda: complexidade, sincronismo, virtuosismo, técnica, velocidade, peso, criatividade, coesão, variedade temática, riffs insanos e solos melódicos ou esmerilhantes.

Seja em estúdios ou ao vivo, está tudo lá. Os caras são bons, excelentes músicos, referência mundial em seus respectivos instrumentos.

  • John Petrucci – guitarra
  • John Myung – baixo
  • Jordan Rudess – keybord
  • James Labrie – vocal
  • Mike Mangini – bateria

Não é uma banda muito conhecida, não toca com frequência nas rádios (hoje menos ainda), embora esteja em atividade desde de 1985. Não é popular, mas tem uma legião de fãs espalhados pelo mundo. No entanto, quem gosta, gosta muito e quem não gosta, odeia. Parece não haver um meio termo.

Além do estilo musical, que não é o preferido dos brasileiros, as músicas são longas, sendo as curtas com 7, 8 minutos e as maiores com até 23 minutos, o que as tornam inviáveis para gravadoras pagarem pela execução nas rádios.

Top 10

A lista abaixo tem 10 álbuns, que este humilde fã considera como sendo os melhores.

Para os que conhecem, verão que todos os listados são com o Mike Portnoy na bateria, membro fundador da banda que saiu em 2010.

10 – Dream Theater – Falling into infinity – 1997.

Não sei que raio tentaram fazer com esse álbum. Mudaram até a fonte do nome da banda. Comercial demais. Só se salva pela dobradinha “Kitchen’s Hell” e “Lines in the sand” (que são fantásticas).

Essa é fantástica.

9 – Dream Theater – When dream and day unite – 1989.

Primeiro álbum como profissionais. Vocalista era o fraco Charlie Dominici, e a produção deixou a desejar. Nas fotos do encarte do CD, parecem mais com os Menudos do que uma banda de metal. Mas tem músicas boas como “Afterlife” e “Only a matter of time”.

Música boa, mas vocalista fraquíssimo.

8 – Dream Theater – Black clouds & silver linings – 2009.

É um bom álbum, mas acho os seguintes melhores. Último com o Portnoy na bateria. A “Nightmare to remember” e “The shattered fortress” são pesadas e criativas; “The best of times” e “Count of Tuscany” boas baladas. Há um mito no Brasil que a banda plagiou a melodia da música “Em nome do amor”, do Leandro e Leonardo, em um dos solos de “The best of times”. Hilário, por que parece mesmo.


7 – Dream Theater – Train of thought – 2003.

Um dos mais pesados e menos melódicos, por assim dizer, lançados pela banda. Destaque “This dying soul” e “In the name of God”. Estou ouvindo enquanto escrevo. Hello, mirror, so glad to see you my friend, it’s been a while…

Pesada.

6 – Dream Theater – Images and words – 1992.

Considerado por muitos o melhor de todos, ou top 3. Primeiro com o James Labrie como vocalista (o nome real dele é John, mas como já havia John Petrucci e John Myung, acharam muitos Johns para uma banda só).

Coloquei numa posição mais baixa por achar muito comercial (a clássica “Another day” tinha clip na MTV) e por uma questão de timming. Primeiro ouvi o pesado e sombrio “Awake” e só tempos ouvi o “Images” (que havia sido lançado antes). Achei “bobinho” comparado com o outro “poderoso”.

Cheia de clássicos: “Pull me under”, “Take the time”, “Learning to live” e a melhor “Metropolis part I” (única menos comercial e mais prog. metal).

Clip para MTV… meio brega, mas a música é boa.

5 – Dream Theater – Six degrees of inner turbulence – 2001.

Álbum duplo. Um conceitual, com “Six degrees of inner turbulence”, que é uma música com 42 minutos de duração, mas dividida 8 partes. Já tocaram as 8 em sequência em shows ao vivo. Destaque para a vibrante e insana “The test that stumped them all” e a balada “goodnight kiss” (que tem um das melodias mais bonitas).

O outro “cd” tem “The glass prision”, com uma das introduções mais fodasticas de todas (estranha escolha de palavras). Na parte final, dueto de guitarra e baixo. Velocidade, técnica e sincronismo impressionantes.

Fósmea.

4 – Dream Theater – Octavarium.

Gosto dele mais pelas memórias que me invoca do que pelas músicas propriamente ditas. “I walk beside you” é daquelas grudentas para cantar nos shows. Já a chamada “Octavarium” (oitava música do oitavo álbum de estúdio) tem 24 minutos de duração e é uma montanha russa, variando entre o peso e a melodia. Assincronismo entre instrumental e vocal na parte mais intensa da música, se encaixando na última repetição (trapped inside this octavaruim!). Incrível!

Balada grudenta (mas boa).

3 – Dream Theater – Systematic chaos – 2007

Acho esse muito bom. “In the presence of enemy parte I”, “Forsaken, “Constant motion”. São bem legais, mas minhas preferidas são “The dark eternal night” e a melancólica “Repentance”.

Criatividade. Cuidado com as formigas!

2 – Dream Theater – Scenes of a memory – 1999.

É um álbum conceitual. Todas as músicas giram em torno do mesma tema. Tecnicamente e criativamente é o melhor de todos. Todas músicas são boas. Apresentações com orquestras foram recorrentes em shows memoráveis. Tem uma das minhas favoritas que é “the spirit carries on”. O final é apoteótico e nos shows causa catarse coletiva.

Catártico.

1 – Dream Theater – Awake – 1994.

“O” álbum. Sempre gostei de rock, mas ali era outra história. Pesado, sombrio, dramático, avassalador tecnicamente e criativamente. Todas são boas (só não curto muito a “Lifting shadows off a dream”, destoante das outras).

Solos destruidores, riffs pesadíssimos, vocal limpo e potente, passagens da bateria imprevisíveis e excêntricas (por falta de termo melhor) e o teclado criando um fundo atmosférico melancólico e maligno.

Parece que havia raiva. Parece que estavam engessados criativamente mas se libertaram neste álbum. Creio que as tentativas anteriores de tornar a banda um sucesso comercial fracassaram e resolveram fazer o que realmente queriam: música complicada tecnicamente. Complicaram para testar limites, para mostrar do que eram capazes, como se fosse uma resposta ao mainstream. “Aqui pra vocês”!

Indescritivelmente poderoso.

Desperto.

A change of seasons – 1995

“A change of seasons” ficou de fora da lista, mas merece menção honrosa. Saiu em um “EP” tendo “só” ela e alguns covers de outras bandas. Digo só ela por que tem 23 minutos. Foi a primeira longa deles, embora partes dela já tivessem sido tocadas em shows anteriores. Músicas longas viraram uma marca registrada do gênero progressive metal. Toda banda que se preze deve ter pelo menos uma longa.

Essa música é muito boa. Nei sei por que deixei de fora…


Alguns de meus CDs…


Sei que não é tudo mundo que gosta deste tipo de música, mas eu não podia deixar de ter alguma coisa sobre o Dream Theater no site.


Conhece? Gosta? Odeia? Comente

4 thoughts on “Top 10 Dream Theater’s albums

  • 3 de julho de 2020 em 22:23
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    Dream theater, minha trilha sonora de muitos anos …..

    Resposta
  • 3 de julho de 2020 em 22:27
    Permalink

    Eu li sobre o JOHN PETRUCCI e MIKE PORTNOY voltarem a gravar juntos novamente….

    Resposta
    • 4 de julho de 2020 em 08:28
      Permalink

      Sim, será um álbum solo do JP com participação do MP… Terminal Velocity”… deve ser lançado em setembro.

      Resposta

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