Astrologia e horóscopo Parte 2

Astrologia e horóscopo Parte 2

Por que as pessoas gostam de astrologia e horóscopo?

No segundo post sobre astrologia e horóscopo, será abordado alguns motivos que possam explicar o motivo do gosto pelo assunto.

astrologia e horóscopo parte 2
Pessoas gostam de astrologia

Algumas pessoas passam a vida se ressentindo por não serem iguais às outras, se achando inferiores ou desajustadas. A astrologia, usada para o autoconhecimento, ajuda na compreensão de que todos são diferentes, com qualidades e problemas para lidar. Assim, passam a valorizar o que são e perceber a relação com os temas do mapa e seus comportamentos. A aparente justificativa de “ser como são” por uma causa externa, pode ser coadjuvante no tratamento de alguns casos de depressão.

Há bastante coisa para ser aprendida e aplicada, muito além da superficialidade das descrições arquetípicas dos signos solares. Para quem se aprofunda, cresce a perplexidade com a aparente relação dos mitos com a realidade.

C.G. Jung, um dos pioneiros da psicologia moderna, cunhou o termo ‘sincronicidade’ para as coincidências significativas sem relação causal, enquanto conduzia estudos sobre astrologia, achando os resultados acima da média para serem desprezados. Esse é um dos motivos que fazem as pessoas gostarem de astrologia e horóscopo, a sensação de familiaridade das explicações com suas personalidades.


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Livros sobre astrologia

Por que as pessoas gostam de astrologia?

Não há resposta exata para essa pergunta, mas seguem abaixo alguns possíveis motivos:

  • Dar significado à uma existência vazia.
  • Justificar seus comportamento devido causas externas (“sou assim por causa do saturno na casa 5”, alguém poderia dizer), tirando a responsabilidade de suas costas.
  • Sentimento de pertencimento à determinado grupo (“nós de leão somos assim”).
  • Pessoas gostam de padrões, categorias, rótulos que ajudem a compreender a realidade (é uma vantagem evolutiva pois poupa energia do cérebro, do contrário teria que criar novos significados para tudo).
  • Como símbolos astrológicos são limitados em número e têm interpretações muito abrangentes, não é difícil que algum aspecto se encaixe na percepção subjetiva que cada um tem de si.
  • Acreditar que haja um plano maior, um destino traçado para suas vidas.
  • Pessoas gostam se reconhecer em alguma estrutura externa e de conhecimento generalizado (realidade intersubjetiva).
  • Suscetibilidade e criatividade individual de forçar relações entre coisas desconexas, apenas para satisfazer algum desejo subconsciente.
  • Crendices e superstições irracionais, adquiridas pelas experiências recentes, do ambiente e cultura.
  • Instintos e padrões de comportamento adquiridos durantes incontáveis gerações, codificados e transmitidos geneticamente, que emergem quando expostos à determinados gatilhos.
  • Tendências das pessoas a quererem ser enganadas e astúcia de charlatões, se aproveitando da ingenuidade das vítimas. Quando se oferece “pequenos milagres”, desesperados fazem qualquer coisa por ajuda.
  • Por último, mas não menos importante, vale ressaltar que todo conhecimento e cultura humana não passam de invenções e conceitos arbitrários. Certas ou erradas, boas ou ruins, são todas construções mentais, impossíveis de serem validadas fora das limitações que a experiência humana encerra.
urano mercúrio plutão
Urano, Mercúrio, Urano


Por que as pessoas gostam de horóscopo?

Essa é uma pergunta mais difícil de responder. A compulsão ou hábito diário de consultar “o que os astros tem a dizer sobre sua vida”.

Os motivos se sobrepõe ao descrito para astrologia, apenas reforçando a ênfase na superstição, num hábito social e cultural, necessidade que outros tomem as decisões no seu lugar ou sirva como incentivo ou freio para fazer algo.

A crendice supera o bom senso, levando alguns a se ater àqueles bem inúteis e genéricos que falam duas, três linhas sobre cada signo. “Virgem: cuidado com a saúde, evite excessos. Atenção ao assinar contratos”. Isso vale para qualquer pessoa!

No entanto, existem aqueles que são baseados não apenas no signo solar, mas no mapa astral como um todo, e dão explicações bem mais detalhadas. São mais específicos, embora ainda sejam apenas “blocos” usados na construção de várias interpretações. Podem ser mais perniciosos pelo fato de serem customizados (aumenta a crença sobre o valor).

O horóscopo diário do site Astrodienst é muito profissional, mais voltado para aspectos psicológicos. Quem se interessar, pode acessar pelo link abaixo.

Astrodienst Banner

Para fins deste post, segue alguns trechos de como é apresentado, evidenciando a diferença com horóscopos simples de “tiras de jornais”. As informações são baseadas nos meus dados.


Plutão sextil Meio do Céu. Período ativo final de janeiro 2020 até início de dezembro 2021:

Ele pode representar um período em que você fará uma mudança fundamental em seus objetivos profissionais. Às vezes esse processo envolve uma mudança de emprego ou até de profissão, mas geralmente ela se dá em termos da sua atual situação. Porém as mudanças se processarão também em sua vida particular, a fim de permitir-lhe maiores condições de atingir seus objetivos pessoais.

Plutão quadratura Quíron. Período ativo meados de março 2019 até meados de novembro 2021.

Sua inquietação íntima é um sinal inequívoco de que algo que estava causando sérios problemas está prestes a emergir das profundezas do inconsciente. A maioria das pessoas recalca a dor emocional resultante da rejeição e do constrangimento, assim como as experiências de abandono e vergonha, sem jamais dar alguma vazão ao ódio e à fúria que as acompanham.

Júpiter quadratura Urano.Período ativo início de abril 2020 até início de dezembro 2020.

Por um lado, pode representar um revés ou oportunidade de sorte, surgido do nada, uma inesperada chance que mude significativamente a sua vida. Mas, por outro, pode indicar tamanha inquietude e impaciência que, em seu esforço de libertar-se, signifiquem uma grande perturbação em sua vida.

Independente das circunstâncias, é provável que você, com ou sem razão, veja na mudança a única maneira de ir em frente e, até certo ponto, é isso mesmo. Mas o problema aqui é que você talvez queira a mudança pela mudança, sem avaliar qual a que seria melhor. Existe uma tendência à sugestionabilidade negativa, isto é, remar cegamente contra a maré.

Seja como for, a liberdade lhe será importante agora, levando-o a esforçar-se para obtê-la em qualquer que seja a área. Além disso, este trânsito pode indicar uma época de constantes mudanças, impedindo-o de prever o que irá fazer a cada dia.

Na verdade, você precisa de liberdade em algum setor agora e provavelmente terá o que quer e na quantidade que precisa se não se precipitar nem agir impulsivamente, o que arruinaria suas chances de mudar criativamente. Um pouco de paciência é tudo que precisa.



Temas bem pertinentes no momento em que começo com este site, embora sejam vagas e abertas. Seria eu ajustando o significado da interpretação à minha realidade ou realmente há algo maior por trás regendo as coisas? Havia outras informações que não achei relevantes e copiei só as que se encaixavam no contexto, ficando essa seletividade como ponto fraco, se for considerado como instrumento de prova da eficácia.

No entanto, notem a presença de palavras como “podem”, “provavelmente”, “por outro lado”, “em algum setor”. Não cravam nada! Assim, não há o comprometimento entre previsão e acontecimentos. Se ocorrer, é porque estava certo; se não, é porque havia “a tendência à”, “a possibilidade de”. É uma zona cinzenta. Acredite quem quiser.

De qualquer forma, para quem já leu horóscopos de jornais ou revistas, esses pequenos trechos mostram o real potencial de uma interpretação bem feita. O resto é enganação pura, visando apenas os simplórios.

Na terceira e última parte desta série, tentarei descrever alguns motivos que expliquem o porquê da Astrologia parecer funcionar.

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